segunda-feira, 28 de julho de 2008

Choque!

Johnny Depp estará no novo projeto de Tim Burton.

Por essa ninguém esperava.

Mas não me leve a mal, são ótimas notícias.

Tim Burton funciona melhor com Johnny Depp.
E ele tanto sabe disso que desistiu de contratar qualquer outro ator para protagonizar os seus filmes depois que trabalhou com Ewan McGregor em Peixe Grande, que não foi lá essas coisas.
O filme em questão é a nova versão de Alice no País das Maravilhas, que conta com a australiana Mia Wasikowska no papel principal, e que será lançado pela Disney em 3-D.
Johnny Depp será o Chapeleiro, e imagine o prazer.
Tim Burton é mestre em dirigir e Johnny Depp é mestre em interpretar personagens que não são lá muito estáveis mentalmente, e os dois juntos conseguem criar uma atmosfera de mágica e humor sem precedentes.

Se continuarem assim, Tim e Johnny não tardarão a figurar na lista dos supercouples de Hollywood, e serão conhecidos como Jim ou Tohnny.

Com mérito.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Oh, não!

Até Juno está decepcionada.
Numa das minhas ocasionais idas à locadora, resolvi dar uma olhada no DVD do filme Juno.
Sendo um dos melhores lançamentos dos últimos anos no cinema, a gente supõe e acredita que o DVD também seja super produzido, e eu esperava comprá-lo assim que ficasse disponível (é, eu tenho mais planos que dinheiro, mas a vida é feita de sonhos).
Por isso a decepção.
Não demonstraram respeito nenhum, e não desprenderam um pingo de energia no DVD.
Pra começar, é fullscreen, e isso dá vontade de chorar.
E não sendo suficiente, os extras não são nem um pouco atraentes.
São os mesmos de sempre daqueles DVDs pobres com extras revolucionários - menu interativo, seleção de cenas, talvez algumas entrevistas mal editadas.
Essas distribuidoras que não perceberam que os DVDs inauguraram uma nova era e que os filmes podem ser vistos sem ser violentados, com a mesma proporção em que foram exibidos nos cinemas, deveriam ser fechadas, ou voltar a produzir VHS.
Algumas como Imagem Filmes ou Paris Filmes oferecem DVDs toscos e mal trabalhados, e se comparadas às distribuidoras maiores que têm um mínimo de consideração deveriam ir morar nas colinas de tanta vergonha.
Só espero que o DVD lançado para o público seja diferente do lançado para locadoras.
Deixo aqui registrados o meu transtorno e indignação.

sábado, 19 de julho de 2008

Torcida, e uma idéia brilhante.

Eu não acredito na possibilidade de Blindness não ser bom.
Não é negação.
O filme pode não ter sido recebido com muito amor em Cannes, mas vamos entender: o livro é ótimo, Fernando Meirelles é ótimo e o elenco, encabeçado por Julianne Moore, é ótimo.
Pro filme acabar sendo ruim eles têm de ser muito ninja.

E, a julgar pelo trailer, o filme está tentando ao máximo ser fiel ao livro.
Ou seja, vai ser indigesto e pesado, e não vai te deixar todo alegrinho e vivaz por dentro.
Para quem esperava isso, existe The Littlest Elf.
Vai ser também provocador e instigante, e eu vou torcer muito para que faça jus ao livro do Saramago, que, em um vídeo exibido por aí, se diz tão contente ao terminar de assistir o filme quanto ficou quando terminou de escrever o livro.

Não precisamos de um veredicto maior pra saber que o que está retratado no filme era o que Saramago tinha na cabeça.
Acho que o maior problema vai ser se os cinemas manterem as legendas brancas.
O filme é sobre uma "treva branca", e ela vai participar proeminentemente do filme.
Reflitam.
O filme estréia no Brasil dia 12 de setembro, e deve manter o mesmo título do livro.
A expressão confusa do meu rosto está implícita.
Como assim um filme chamado Ensaio sobre a cegueira?
Na minha opinião, o filme deveria se chamar (pausa dramática) Película sobre a cegueira.
É delicado e inteligente.
E genial, não?
Não?
Pois é, ninguém me entende.
Aposto que não respeitaram a pausa dramática, então a culpa é toda de vocês.

No joke.

É, sim, tudo o que prometeram.

E tudo o que estão falando.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Todo mundo quer ver The Joker.

Baseado no óbvio, acho que o novo filme do Batman, O Cavaleiro das Trevas, com estréia nacional prevista para 18 de julho, será uma das maiores bilheterias de todos os tempos.
Todas as almas, tristes e felizes, dignas ou infiéis, querem assistir o filme.
Não se pode culpar a ninguém. Exceto a campanha de marketing viral, que teve seu maior trunfo, infelizmente, na morte do intérprete do vilão Coringa, Heath Ledger. Impressionados com a sua atuação e mais ainda com sua morte precoce, o marketing foi tão direcionado pro personagem de Heath que às vezes até esquecemos que é um filme do Homem Morcego.

É mais impressionante quando percebemos (depois de algum esforço) que o resto do elenco conta com nomes como Christian Bale, Michael Caine, Gary Oldman, Morgan Freeman, Aaron Eckhart e Maggie Gyllenhaal, e que Christopher Nolan não é um diretor qualquer, mas mesmo assim só queremos saber de The Joker.

Algumas coisas não ajudam. O trailer, mostrou que Heath Ledger está mesmo filho-da-mãe no papel. E Sir Michael Caine falou que, na primeira vez que teve que contracenar com ele, ficou tão impressionado que esqueceu de suas falas. Sir Michael Caine esqueceu suas falas! Vontade de chorar, né?


Eu também não perco.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Kate Winslet vai ganhar um Oscar.

Em 2005, na participação que fez no programa britânico de humor 'Extras', Kate Winslet brincou que faria um filme sobre o holocausto, porque estava cansada de perder sempre que indicada ao Oscar, e que todo mundo que fazia um filme sobre o holocausto acabava levando a estatueta.
Parece que ela levou a brincadeira um pouco a sério demais.
O filme sobre o holocausto vai mesmo sair - Kate Winslet substituiu Nicole Kidman no papel de Hanna Schmitz, uma guarda em um campo de concentração no filme The Reader, de Stephen Daldry, diretor de As Horas.
Como se não bastasse, Kate Winslet também está usando de outro grande artifício usado pelas atrizes para ganhar um Oscar: maquiagem envelhecedora e/ou enfeadora.
Com uma maquiagem extremamente bem-feita, Kate Winslet adicionou uns 146 anos à sua idade normal, e mostra que não está mesmo disposta a perder.

Funcionou para Marion Cotillard, que ganhou por Piaf - Um Hino ao Amor, em 2008, e pra Charlize Theron, que levou por Monster, em 2004.
Mas nada adiantaria se essas atrizes não tivessem em talento o tanto que tiveram em maquiagem, e talento é uma coisa que sabemos que Kate Winslet tem bastante.
Vamos esperar e ver se as outras indicadas terão alguma chance.

Começar com boas notícias.

Um pouco velhas, mas ótimas.
Você que esperou ansiosamente pelo retorno daquele antigo box da trilogia The Godfather, com um disco inteiro só de extras, que parece que saiu de catálogo, e evitou com todas suas forças aquele novo box vermelho que parece ter feito com extremo cuidado por chimpanzés vedados (não tem um pingo de informações adicionais e a capa é ridícula), regozijai.
Será lançado no dia 21 deste mês um novo box, denominado The Coppola Restoration.
E não brincam quando falam de restauração: para serem devidamente concluídos, os filmes foram submetidos a um extenso processo que durou mais de um ano, e agora eles vêm junto de um batalhão de documentários e curta-metragens inéditos sobre a série, principalmente um que fala como a obra-prima quase não existiu (mas não pense muito em como seria um mundo sem The Godfather, é perigoso e pode gerar pesadelos).
Então comecem a assaltar velhinhas, porque esse é o box indispensável do ano.
E rezem para que ele não venha numa embalagem feita de papel A4 escrito com pincel atômico, e seremos todos muito felizes.