domingo, 22 de fevereiro de 2009

Jogos do Poder


Numa notícia que deixou metade do mundo desconfortável, foi revelado que um remake de Bonnie & Clyde seria realizado, e pior: estrelando Hilary Duff.

Pois é. Faye Dunaway, a antiga e eterna Bonnie, não gostou:

"Não poderiam ao menos escalar uma atriz de verdade?"

Está certíssima.
Hilary Duff tem a habilidade interpretativa de um aipo-gigante, e sua presença implica que o filme contará a saga de dois adolescentes apaixonados do Vale de São Francisco que têm o sonho de fugir dos pais que não aprovam o relacionamento para se casar e fugir para o Caribe, mas para isso precisariam de muito dinheiro.

Hilary não gostou do comentário:

“Acho que meus fãs que irão assistir o filme nem sabem quem ela é, então você sabe... Acho que foi desnecessário mas eu talvez ficaria brava também se eu fosse do jeito que ela é agora”.

Está certíssima, em parte.
Primeiro, somente os fãs devem realmente assistir ao remake e sim, eles não devem ter a mínima ideia de quem é Faye Dunaway, mas isso não é uma boa coisa.
Segundo, eu também ficaria transtornado se as plásticas me fizessem parecer com algo que saiu do cruzamento da Joni Mitchell com uma iguana numa noite de lua cheia.
Mas não tira a razão de Faye.
Pra começar, nem deveriam estar fazendo o remake.
Vide o que aconteceu com Planeta dos Macacos e Psicose e outros.
Mas Hollywood não aprende, e a nova versão de Os Pássaros, de Hitchcock, já está em produção, e mesmo com Naomi Watts no papel principal, uma atriz de respeito, há aquele clima de desastre iminente no ar.
Ter Hilary Duff no papel principal é concretizar uma catástrofe anunciada.

*

Já que estamos falando dela, a Senhora Dunaway adora morrer, não é?
Não me lembro de um filme que ela protagonizou que não termine com uma morte trágica da personagem.
Estranho.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Aposta.

Minha aposta para 2009? O musical Nine.
E aposto todas as fichas.
E um rim.

Motivos: primeiramente o elenco, encabeçado pelo gênio Daniel Day-Lewis no papel de Guido Contini, um diretor de cinema tentando completar seu próximo filme, mas que tem um grande problema: a quantidade de mulheres em sua vida, quase proporcional ao número do título.
E aí está a melhor parte. Ignorando a Fergie, Nine apresenta a melhor seleção de talento e beleza que se pode imaginar: Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Sophia Loren, Nicole Kidman e Kate Hudson.
Quem não quer ser Guido Contini?
É dirigido por Rob Marshall, que tem Chicago no currículo.

Nine é adaptação de uma adaptação: é baseado no musical do mesmo nome que foi baseado no filme 8 ½, do Fellini.

Enfim, se não funcionar, há algo de muito errado no mundo.

*

Só porque eu toquei no assunto, eu nunca entendi a Kate Hudson.
Ela é uma boa atriz, como pôde ser visto no ótimo Quase Famosos, mas depois deste só fez bobagens não relevantes. Agora espero que com Nine ela volte aos eixos e escolha os próximos projetos com mais bom senso, ao invés de apenas dizer: “É comédia romântica? Bora lá!”.